Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Com papas e bolos...


Num comentário à postagem intitulada “A bengala do Luís”, foi feita referência, entre outros, ao facto de a residência dos candidatos pouco dizer quanto à vontade e ao interesse dos mesmos. Obviamente que não, se estivermos a falar de um candidato a membro do governo ou a deputado porque, nesses casos, cada um deles deverá estar comprometido com a nação no seu todo, independentemente de ter sido eleito pelo círculo eleitoral A ou B. No caso das autarquias, mais concretamente de Penacova é, a meu ver, de capital importância que os candidatos aos órgãos da autarquia se revejam nos cidadãos cujos interesses se candidatam a defender. Tal importância deriva do facto de, eles próprios sentirem as mesmas necessidades que têm aqueles que, no dia-a-dia, se confrontam com as dificuldades criadas por aquele afastamento. Melhor exemplo não poderá existir do que aquele que a fotografia que ilustra este texto demonstra.
Será que o engº. Maurício ou o dr. Luís Morgado, durante os anos em que desempenharam funções autárquicas, não consideraram urgente evitar que as carcaças destinadas aos talhos que abastecem parte dos seus municípes, que se encontram instalados no mercado municipal situado a escassos metros da sede do município, fossem transportadas, ainda ensanguentadas, às costas de quem as vendeu?
Pois eu acho que, se tais autarcas pretendessem que os penacovenses ou aqueles que os visitam, estivessem servidos com um mercado municipal onde os critérios e as normas relativas à circulação e higiene naqueles estabelecimentos fossem observados e respeitados, nunca permitiriam que tal realidade ainda hoje acontecesse, o que a meu ver só é possível porque, no local onde residem, não têm que se confrontar diariamente com essa falta de sensibilidade e respeito por quem com eles tem que conviver.
Já quanto à importância do currículo e ao facto de ser ou não um sinal de fraqueza apoiar o candidato Luís Morgado, apenas que ocorre escrever que, os bons políticos e aqueles que algo de melhor e de novo poderão trazer aos municípios a cuja presidência se candidatam, são aqueles que, como a fruta, “se colhem da árvore e não os que se apanham do chão”.

Read more...

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

“Estado de coma”

No passado dia 16 de Junho, Jaime Soares, presidente da autarquia Poiarense, comentou em entrevista ao «Diário as Beiras» não só aquilo que pensa em relação ao futuro de Coimbra e da região, mas também aquilo que perspectiva vir a ser o seu futuro político.
Na verdade, depois de confessar o seu desejo de vir a terminar o seus dias políticos no Parlamento, integrando a lista de deputados do PSD, o autarca manifestou ainda a sua tristeza por Coimbra não ter tido a destreza e a capacidade de criar um distrito forte e de se assumir como capital da região.
Mas se até aqui a entrevista deste “jurássico” autarca não justificaria estas breves linhas, a mesma passou a assumir contornos de relevância a partir do momento em que o mesmo, ao comentar algumas reivindicações antigas para o seu concelho, meteu, como diz o velho adágio popular, “Penacova ao barulho”.
Mas desencante-se caro leitor, pois que o “barulho” que fez em relação a Penacova não foi para vir dar desta terra – cada vez mais triste, cinzenta e desertificada – uma imagem de progresso e desenvolvimento. Antes veio pôr em evidência aquilo que é por demais ostensivo, mas que alguns “teimam, fingem ou são obrigados a não ver” : isto é, o verdadeiro estado de abandono, ostracismo e atraso a que este concelho foi prostrado por anos a fio de governação laranja.
Mas a verdade é como o azeite: mais tarde ou mais cedo vem ao de cima. E se antes já tínhamos o actual candidato laranja a falar na necessidade de desenvolvimento turístico e de zonas industriais para o concelho – o que mais não é, concordará o leitor, do que um feroz e frontal ataque ao trabalho do Eng. Maurício Marques – eis que agora, como que a comprovar o evidente, surge outro “parente mais afastado” a mandar-lhe mais uma bastonada, quiçá com o intuito de o “acordar”.
Com efeito, refere na dita entrevista o referido autarca Poiarense, quando instado a pronunciar-se com essa sua reivindicação antiga de ligar Poiares ao IP3, que espera “(…) que a Câmara de Penacova, que tem andado adormecida, tente efectuar com Vila Nova de Poiares a ligação ao IP3 a partir da Ronqueira, com uma nova ponte na zona de Vila Nova, para a rotunda da Barca”.
Meu caro Jaime, fica-lhe bem essa preocupação sobre a hibernação em que mergulhou a nossa Câmara. Mas com todo o respeito permita-me também que lhe diga : é que Penacova não está só adormecida. Tem estado, e há muito, em verdadeiro estado de coma !!

Enviada por Pedro Silva Dinis

Read more...

Sábado, 27 de Junho de 2009

A bengala do Luís

Com a candidatura de Luís Morgado à presidência do executivo do município, aquilo que o P.S.D. de Penacova pretende é continuar com a "linha de actuação" que até aqui manteve para o concelho, só que, desta vez, com um protagonista diferente. Por outras palavras, está a tentar vestir o fato de Maurício Marques a alguém que em nada se pode comparar ao actual presidente da autarquia o que, só por si, o coloca à partida numa posição menos vantajosa para competir com Humberto Oliveira, o seu mais directo adversário político.
O percurso de Luís Morgado na política é muito simples e sem grandes sobressaltos. Entrou para a política a seguir ao 25 de Abril de 1974, quando o seu pai foi convidado por Leitão Couto para concorrer à presidência da Junta de Freguesia de S. Pedro de Alva. Em 1997, a convite de Maurício Marques, integrou as listas do executivo laranja à autarquia, tendo exercido as funções de vereador sem pelouro. No último mandato de Maurício Marques decidiu abandonar a vereação, por ser defensor da limitação de mandatos, e passou a exercer as funções de Presidente da Assembleia Municipal, onde nem por isso se destacou como um activo defensor dos interesses de Penacova.
Com um currículo profissional muito vago, sempre exerceu a sua profissão fora do concelho de Penacova. Economista de formação, está ligado à gestão de empresas desde os 22 anos, tendo desenvolvido vários cargos, nos sectores administrativo, financeiro e de produção, estando actualmente ligado a duas empresas da área dos alimentos congelados, em Tondela.
Politicamente, aquilo que o aproxima de Maurício Marques é o facto de, tal como ele, residir fora do concelho a que se candidata o que por si só é bem demonstrativo da importância que dá ao município que promete desenvolver.
A única coisa que poderá favorecer Luís Morgado é o facto de, em tempos, ter sido membro fundador e músico do conjunto musical denominado “Contraponto”, cuja qualidade sempre foi bastante discutível, facto que lhe dará muito jeito, sobretudo em momentos de maior melancolia, altura em que poderá tocar para afogar as mágoas.
Tudo o resto é “fogo fátuo” de um político que, por nunca se ter destacado nos cargos que desempenhou, não dispensa a “bengala” do actual presidente da autarquia, apesar de nela se encontrar desde 1997. Assim sendo, dúvidas não restarão aos penacovenses, quanto ao sucessor de Maurício Marques, a não ser que continuem a olhar para o símbolo partidário em vez de olharem para quem está mais habilitado a colocar o concelho e Penacova num lugar que há muito lhe tem escapado.

Read more...

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Campeão da determinação


António Marques, para mim, é sempre sinónimo de persistência e coragem. Apesar de todas as dificuldades, consegue manter uma força interior que o leva a obter o melhor resultado possível naquele desporto que um dia o catapultou para o maior e mais importante evento desportivo em que alguma vez participou.
Natural de Aveleira, onde nasceu há 46 anos, conseguiu atingir o pódio na modalidade de Boccia, onde se destacou como um honroso segundo lugar.
Desta vez, vai competir com os seus congéneres europeus no campeonato da Europa de Boccia que se realizará no Pavilhão Municipal da Póvoa do Varzim e onde tudo fará para alcançar o primeiro lugar.
É assim a história de um vencedor. Luta todos os dias um bocadinho que seja, até alcançar o objectivo final.
Às vezes fico a pensar que a vida, tal como a conhecemos, nos reserva sempre grandes surpresas. Tão grandes que, muitas das vezes, consigo ter pena daqueles que, com muito menor esforço, deambulam sem objectivos, apesar de nada terem que fisicamente os afecte.

Read more...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Jaime "o acordado"

Na entrevista que deu ao Diário As Beiras, Jaime Soares queixou-se, entre outras coisas, que a ligação de Poiares ao IP3 ainda não é uma realidade devido, sobretudo, ao silêncio de Penacova sobre a matéria. Segundo ele, o município de Penacova “tem dormido sobre o assunto”, o que para os penacovenses não é novidade, pois não será somente sobre esse assunto que o município tem adormecido. O que, na minha modesta opinião, o edil de Vila nova de Poiares tentou dizer foi que, a ligação ao IP3, iria “responder às necessidades das populações da Lousã, Arganil, Miranda do Corvo e de Vila Nova de Poiares” e que essa ligação seria feita “a partir da Ronqueira, com uma nova ponte na zona de Vila Nova, para a rotunda da Barca” e que tais anseios estariam prejudicados com a posição adoptada por Penacova.
A solução proposta por Jaime Soares poderá agradar aos seus munícipes mas não agradará certamente aos penacovenses que, penso eu, não desejariam ver uma ponte a atravessar o Rio Mondego, com direcção à Rotunda da Barca, na zona de Vila Nova. Já bem basta a que atravessa o rio Mondego junto a Entre-Penedos e que destruiu irremediavelmente um local que jamais deveria ter sido alvo de qualquer intervenção que fosse. Obviamente que não me preocupa a opinião de todos os penacovenses relativamente à possível solução para o problema do município de Vila Nova de Poiares, até porque a solução já existe desde a Catraia dos Poços até ao Alto das Lamas, o que me preocupa, isso sim, é a posição silenciosa que, segundo aquele edil, os responsáveis pelo município de Penacova decidiram adoptar e, como bem sabemos, quem cala consente, nada garantindo portanto que se tal travessia for equacionada, o silêncio não permaneça e que as obras comecem a realizar-se sem que depois nada mais haja a fazer, à semelhança do que aconteceu com a construção do açude em Louredo.
De qualquer forma, e partindo do desejado princípio de que, com as eleições autárquicas que se aproximam, o executivo camarário de Penacova irá mudar de protagonistas, só espero que Penacova não continue no “rumo certo” que a trouxe até à situação em que se encontra e que, de uma vez por todas, o desejo de Jaime Soares não se concretize, sob pena de, mais uma vez, se ficar a rir da modorra dos nossos autarcas.

Read more...

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Pequenos passos para grandes caminhadas


Está de parabéns o atletismo em Penacova, pelo “pé” dos atletas orientados por Jorge Abrantes, da secção de atletismo da Associação de Agricultores Filantrópica de Figueira de Lorvão. Na sua curta existência, desde 2001, já ganharam quase tudo o que havia para ganhar a nível distrital, transformando-se assim num grupo de jovens atletas cujo percurso valerá a pena acompanhar.
Uma pista de atletismo simplificada é a infra-estrutura que todos os atletas daquela secção desportiva desejam ter, embora se queixem que o contributo da autarquia apenas se destina a outras modalidades que não o atletismo, quiçá por terem mais retorno por altura das eleições (digo eu). Provavelmente ainda não marcaram uma reunião com o responsável do município pelo pelouro da juventude e do desporto, quem sabe se estaria sensível à criação de uma pista com as características pretendidas no novo estádio municipal a construir no Campo da Feira Nova. Ilusões à parte, apenas me ocorre dizer que muito estimo o esforço daqueles atletas que, a troco de pouco, levam o nome de Penacova ao mais alto lugar do pódio das competições distritais e, quem sabe, talvez um dia, das competições nacionais, europeias ou até mesmo mundiais, assim sejam acarinhados por todos, não só por aqueles que têm o dever de lhes proporcionar todas as condições, como por toda a população do concelho.
Posso dizer que Penacova, não sendo terra de atletas, sempre esteve ligada ao atletismo. Todos conheceram Aniceto Simões e de certeza que já ouviram falar de Mário Marcelo, Mário Linhares, Álvaro Marques e tantos outros que, quer pela Casa do Povo de Penacova, sob a direcção técnica de José Pimentel, quer pelo Mocidade Futebol Clube, sob a direcção técnica de Alípio Alves, deram a Penacova inúmeros troféus naquela modalidade.
Para finalizar, não quero deixar de, mais uma vez, enaltecer o esforço que todos dedicam à prática do desporto que mais alegrias tem dado ao nosso país, sem esquecer de endereçar um desafio a todos os que, de uma forma ou de outra, possam contribuir para que aqueles jovens sejam uma referência a nível nacional, permitindo que treinem em iguais circunstâncias às dos seus mais directos adversários.

Read more...

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Triste pegada humana


Desde pequeno que me habituei a usufruir das límpidas águas do Mondego onde, durante o Verão, passava grande parte das minhas horas vagas a nadar e a pescar. O rio estabelecia uma relação quase umbilical com cada um de nós e era até motivo de orgulho para com aqueles que apenas o viam da pérgola em tempo de aulas, sem ter o prazer de nele se refrescarem. Depois dessa fase de meninice, veio a adolescência e com ela as aulas de canoa com o professor Canhão e as aulas de natação na improvisada piscina, que tão bem nos satisfazia durante aqueles quentes dias do estio.
A novidade viria mais tarde e, para variar, de fora. Ao ver rio calmo, de águas pouco profundas e sem motivos que inspirassem cuidados em demasia, o “pioneiro” lançou as embarcações à água e facilmente permitiu que com elas chegássemos ao que hoje conhecemos como “Parque Verde”. Os anos foram passando e outros, já com o caminho fluvial conhecido, se aventuraram pelas doces e límpidas águas do Mondego. Foram anos de fartura, cuja receita, dividida por todos, chegava para alimentar a vontade de obter um lucro que, não sendo fácil, também não se podia considerar difícil, tendo em conta a quantidade de pessoas que, todos os fins-de-semana, se predispunham a descer o rio.
Hoje, nem tudo está como dantes. Além de levar menos água, o rio e o ecossistema por ele proporcionado, já sentem os efeitos nefastos provocados pela permanência quase diária de centenas de pessoas, sobre aquele habitat (outrora) natural, onde proliferavam inúmeras espécies animais em estado quase selvagem e se podia apreciar a simbiose perfeita entre os que dele tiravam o seu sustento.
De um único açude que existia desde a barragem da Aguieira até Coimbra, o rio Mondego passou a ter três, e todos eles de duvidosa utilidade. O mais recente foi construído logo após a ponte de "Louredo" e lamentavelmente não se percebe qual a sua utilidade. Para além de impedir que os peixes subam e as canoas desçam, tal “aberração” criou uma série de embaraços àqueles que utilizavam o rio para a prática de várias actividades com ele relacionadas. Nas margens onde entronca aquele atentado ao meio ambiente, ainda se podem ver os restos dos matérias de construção nele utilizados e a forma insensata com que os seus construtores lidaram com um património que é, pelo menos, de dois concelhos, já para não dizer de todos.
Que os “nossos” ainda não se encontrem totalmente sensibilizados para as questões ambientais, já todos sabemos, o que não sabíamos é que, além de não serem um exemplo a seguir nessa matéria, permitem que os responsáveis pelos destinos de outro concelho, utilizem a seu bel prazer, com desrespeito pelas mais elementares regras de boa vizinhança, um habitat tão sensível como é o rio Mondego e o destruam sem sequer se preocuparem e tentar repor a sua normalidade, já para não falar na sua dignidade.

Read more...

Sábado, 6 de Junho de 2009

Penacovenses Ilustres

Esta semana foi especialmente rica para a nossa terra pois dois penacovenses obtiveram um merecido destaque pelo percurso que têm vindo a fazer na área das artes. Um deles, através da pintura, conseguiu o primeiro prémio no concurso Abel Manta, organizado pelo município de Gouveia, o outro, através da fotografia, integrou um grupo de fotógrafos que, conjuntamente pretendem criar uma plataforma educacional onde sejam publicadas entrevistas, resenhas bibliográficas e publicações e que também funcione como espaço de partilha de trabalhos de desenvolvimento de projectos comuns.
I

I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
Não é todos os dias que uma modesta vila como a nossa, onde apenas o futebol e o folclore merecem uma verdadeira e continuada atenção, se pode orgulhar de ver dois dos seus filhos serem reconhecidos pela criatividade e profissionalismo que depositam na actividade que com prazer desenvolvem. Tanto um como outro são pessoas que muito admiro, amigos de longa data, que optaram por desenvolver o seu potencial criativo fora de portas, onde só aí conseguiram encontrar a necessária formação e as pessoas que souberam dar o devido valor à sua originalidade criativa, reconhecendo-lhes o devido mérito.
Da minha parte deixo-lhes os votos para que continuem a alimentar a possibilidade de concretizarem o sonho que os conduziu até aqui e que as novas experiências se traduzam numa mais valia para o caminho do reconhecimento pleno.

Read more...

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

As vantagens do político para o concelho


Os dados para as eleições autárquicas estão lançados. Conhecidos que são os candidatos dos partidos com maior relevância no panorama político penacovense, resta saber o que cada um tem para “oferecer” a um eleitorado habituado à liderança indiscutível de Maurício Marques.
Luís Morgado, deixa a presidência da Assembleia Municipal e avança como o sucessor do actual presidente. Outros nomes terão sido avançados, mas nenhum deles com perfil que agradasse à Comissão Política daquele partido. Do mal, o menos, terão pensado, esquecendo-se que a mudança às vezes faz bem e, neste caso, é necessária e exige-se, pois não é de todo desejável que outro protagonista mantenha incólume a política de presidente cessante.
Como economista que é, tem mais do que condições para continuar a bem gerir o erário do município em prol da população, na linha aliás de Maurício Marques. Contudo, não vivendo no concelho de Penacova, poderá não sentir o pulsar da região e por isso encarar a sua eventual presidência como um “bom emprego”, não olhando para a terra cujos destinos poderá vir a presidir, como um habitante que no dia-a-dia sente as necessidades do progresso. Porém, convém não esquecer, que conhece as associações, as instituições, os institutos e outras organizações que se encarregam do desenvolvimento da região, o que o coloca à partida, melhor colocado que os restantes.
Já a CDU, aposta em Eduardo Ferreira abandonando assim Anabela Bragança, uma bióloga que não se terá mostrado disponível para mais uma corrida. A sua formação, adequa-se ao seu percurso como activista convicto, protagonista de um sem número de manifestações em prol do bem-estar das populações, como membro fundador de associações que se destacaram e destacam na defesa dos interesses dos penacovenses e, principalmente, como defensor do que julga ser socialmente justo. Pecará por representar uma coligação partidária que apenas cativa dez por cento do eleitorado do nosso concelho, mas que é, sem dúvida, indispensável na manutenção do equilíbrio da democracia.
O P.S., mais uma vez, opta por outro candidato e aposta em Humberto Oliveira como cabeça de lista à Câmara Municipal. Um jovem economista que, embora pouco conhecido, não desconhece o concelho de Penacova e as suas potencialidades. Empreendedor e dinâmico, reúne as características ideais para galvanizar os mais jovens e acompanhar os mais velhos. Apresenta-se como um candidato descomprometido com os poderes instalados e capaz de assumir um compromisso com Penacova e o seu concelho, colocando-o nos lugares cimeiros do desenvolvimento regional, contrariando a tendência que o mantém entre os menos desenvolvidos do distrito.
É sem dúvida uma “lufada de ar fresco” no bafio político penacovense, sendo talvez a melhor aposta do Partido Socialista desde que é oposição.

Read more...

Domingo, 24 de Maio de 2009

O legado


Por mais que tenham tentado, os responsáveis pelos destinos da nossa autarquia, nunca conseguiram fazer com que o "reconquinho" se tornasse numa praia de referência para a região centro.
Rio difícil bem sei, mas não o suficiente para que não fosse possível “domá-lo” ao ponto de evitar que, todos os anos, destruísse o areal e obrigasse à realização de obras de recuperação.
Dotada de condições excelentes para um sem número de actividades aquáticas, aos poucos tornou-se numa praia a evitar, não oferecendo as mínimas condições para que nela sejam realizadas quaisquer iniciativas.
Durante os últimos 20 anos, todos os executivos que passaram pela Câmara Municipal de Penacova, limitaram-se a "arranjar" a Praia do Reconquinho a poucos dias do mês de Agosto, sem se preocuparem em efectuar obras duradouras que permitissem proteger aquele local dos invernos mais rigorosos, antes preferindo gastar milhares de euros em efémeras soluções que, de ano para ano, tinham como único resultado a degradação de uma das mais interessantes e atractivas praias fluviais da zona centro. Além disso, não salvaguardam as margens, permitindo que nelas floresçam quantidades incontroláveis de plantas que apenas infestam locais com imenso potencial turístico, assim prejudicando quem por ele opte durante umas curtas férias.
Sem uma política capaz de pensar no futuro, comprometem o comércio tradicional, afastando os veraneantes daquela praia e, consequentemente, da vila de Penacova.
Mas há sempre quem tire partido do abandono a que está votada a praia fluvial. Mais abaixo, imediatamente após a ponte de Lourêdo, foi construído um "açude" com o objectivo óbvio de criar a montante um espelho de água que possibilite a prática de desportos náuticos e a criação de uma pista de pesca para enriquecer os campistas que irão utilizar o futuro parque de campismo de Vila Nova de Poiares. Depois desses objectivos cumpridos, não tardará a que a descida do rio por ali comece, restando poucos motivos para que alguém frequente a Praia do Reconquinho, a não ser para extracção de inertes.
É caso para dizer que, “depois da casa arrombada, trancas à porta”.

Read more...