Com papas e bolos...
Num comentário à postagem intitulada “A bengala do Luís”, foi feita referência, entre outros, ao facto de a residência dos candidatos pouco dizer quanto à vontade e ao interesse dos mesmos. Obviamente que não, se estivermos a falar de um candidato a membro do governo ou a deputado porque, nesses casos, cada um deles deverá estar comprometido com a nação no seu todo, independentemente de ter sido eleito pelo círculo eleitoral A ou B. No caso das autarquias, mais concretamente de Penacova é, a meu ver, de capital importância que os candidatos aos órgãos da autarquia se revejam nos cidadãos cujos interesses se candidatam a defender. Tal importância deriva do facto de, eles próprios sentirem as mesmas necessidades que têm aqueles que, no dia-a-dia, se confrontam com as dificuldades criadas por aquele afastamento. Melhor exemplo não poderá existir do que aquele que a fotografia que ilustra este texto demonstra.
Será que o engº. Maurício ou o dr. Luís Morgado, durante os anos em que desempenharam funções autárquicas, não consideraram urgente evitar que as carcaças destinadas aos talhos que abastecem parte dos seus municípes, que se encontram instalados no mercado municipal situado a escassos metros da sede do município, fossem transportadas, ainda ensanguentadas, às costas de quem as vendeu?
Pois eu acho que, se tais autarcas pretendessem que os penacovenses ou aqueles que os visitam, estivessem servidos com um mercado municipal onde os critérios e as normas relativas à circulação e higiene naqueles estabelecimentos fossem observados e respeitados, nunca permitiriam que tal realidade ainda hoje acontecesse, o que a meu ver só é possível porque, no local onde residem, não têm que se confrontar diariamente com essa falta de sensibilidade e respeito por quem com eles tem que conviver.
Já quanto à importância do currículo e ao facto de ser ou não um sinal de fraqueza apoiar o candidato Luís Morgado, apenas que ocorre escrever que, os bons políticos e aqueles que algo de melhor e de novo poderão trazer aos municípios a cuja presidência se candidatam, são aqueles que, como a fruta, “se colhem da árvore e não os que se apanham do chão”.
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